Dicas especiais – Mês das Mães

Para as mamães que, assim como eu, amam se cuidar e também querem cuidar dos filhos, vocês vão poder conferir aqui várias dicas para cuidados com a pele nas diversas fases da maternidade: desde a gravidez, passando pela amamentação, até o cuidado com os filhos na infância.
Fiquem atentas: São dicas valiosas, para passar o cuidado de geração pra geração! ♥

MANCHAS NA GRAVIDEZ:

Em algumas situações específicas como a gravidez, a pele já escurece naturalmente, uma vez que os hormônios estimulam a produção de pigmento. Nesse período pode ocorrer tanto o escurecimento de pintas ou sardas preexistentes, quanto o surgimento de novas lesões.
Além do aparecimento de uma linha escura no abdome, hiperpigmentação de cicatrizes, axilas e virilha, o melasma é o tipo mais comum de mancha na pele, manifestando-se como pequenas manchas de cor marrom no rosto que aparecem, especialmente, depois de estar muito tempo exposto ao sol. Quando o aparecimento dessas manchas na pele acontece durante a gravidez, são chamadas de cloasma. Essas manchas na pele são provocadas pelo grande aumento dos hormônios femininos e mantidas pelo calor e pelo sol. Por isso, é importante evitar a exposição prolongada ao sol durante a gestação, principalmente nos horários entre 10h e 16h, e lembrar-se sempre do uso diário do protetor solar com fator de proteção máximo.
Para tratar as manchas consequentes deste período, dependendo do tipo e da localização, peelings, ácidos e sessões de laser podem auxiliar a acelerar o clareamento. Mas é preciso consultar um especialista para ter um diagnóstico preciso e receber o tratamento adequado para cada tipo de pele e mancha.

ESTRIAS NA GRAVIDEZ:

A gestação é muito exigente para a pele da barriga devido ao crescimento do bebê. Além dos hormônios a todo vapor, o corpo também se ajusta para o crescimento do bebê ali dentro.
Se a barriga não for bem hidratada desde o início da gravidez (o uso de hidratantes específicos deve ser, idealmente, um hábito diário), rapidamente surgem as estrias que, depois de aparecerem, dificilmente são disfarçadas. É preciso ressaltar que em alguns casos, mesmo com muita hidratação e cuidados, as estrias aparecem. Isso muito tem a ver com fatores genéticos.
Primeiro vermelhas, as estrias tornam-se brancas com a passagem do tempo, e podem surgir além da barriga, nas coxas, quadris, seios e também nos glúteos – zonas mais afetadas pelo ganho de peso e consequente estiramento da pele.
Contudo, as estrias podem ser prevenidas com os cuidados certos como consumo elevado de água, alimentação nutricionalmente equilibrada, além da hidratação constante com cremes hidratantes propícios para gestantes.
Mas, caso você já tenha “herdado” as estrias após a gravidez, existem tratamentos eficientes para diminuir gradualmente as cicatrizes como Laser CO2 Fracionado, Dermaroller, Luz Intensa Pulsada, tratamentos com ácidos, entre outros, que deverão ser indicados por um profissional após avaliação médica e análise das condições das estrias, e da situação em que a mamãe se encontra, pois durante a amamentação muitos tratamentos devem ser evitados.

CUIDADOS COM OS SEIOS DURANTE A AMAMENTAÇÃO:

Além das estrias, que já falamos acima, os seios merecem atenção especial também devido à amamentação.
Durante a gestação, a aréola do peito já se modifica para receber a boca do bebê. Ela fica mais escura e a pele dessa região um pouco mais grossa e menos sensível. Para ajudar, a mamãe pode tomar sol na região durante 15 minutos por dia, evitando o sol das 10h até as 16h.
Pode também, durante o banho, passar uma bucha macia (nada de bucha áspera, tem que ser macia), sem esfregar, ou depois do banho passar a toalha de banho na região, massageando. Isso vai ajudando a região a ficar menos sensível.
Depois que o bebê nascer, não passe nenhum produto para limpar ou hidratar as mamas, principalmente na região das aréolas, que é onde o bebê deve abocanhar. Você sabia que o leite materno é o melhor produto para hidratar? Então se as mamas estão um pouco ressecadas ou começando a rachar, leite materno nelas! Passe o leite, espere secar e depois coloque o sutiã. Na hora do banho a mamãe pode lavar as mamas com sabonete e depois enxaguá-las com bastante água.
O sutiã deve sustentar as mamas, com alças mais largas, de preferência de algodão, que são mais confortáveis e não machucam a pele dos ombros.
No caso de dificuldade com a amamentação, dores nos seios, rachaduras que não cicatrizam, procure sempre um médico especialista para orientação específica.

A PELE DO BEBÊ:

Durante os três primeiros anos de vida, a pele ainda é um órgão imaturo e por isso muito sensível. Ela é mais fina – cerca de metade da espessura da pele de um adulto, tem menos pelos, as glândulas ainda são imaturas e as células que produzem a coloração da pele estão em menor atividade. Por isso exige cuidados redobrados, e muita atenção a qualquer sinal.
O bebê também tem uma maior dificuldade em manter a temperatura do corpo, sua pele fina e sensível não lida bem com o frio e calor. Em temperaturas mais amenas o ideal é agasalhar bem os bebês e no calor sempre estar de olho para que as brotoejas não apareçam.
E por ser muito fina, a pele da criança absorve muitas substâncias, sejam tóxicas ou não. Por isso, deve-se tomar muito cuidado com o que passar na pele dos pequenos, pois podem desenvolver bolhas ou feridas ao serem expostas ao calor, irritantes químicos, traumatismo ou doenças inflamatórias. O protetor solar, por exemplo, só pode ser utilizado após os 6 meses do bebê.
Os cuidados certos podem prevenir e ajudar no tratamento das doenças de pele mais comuns nessa fase, como as dermatites, icterícias, brotoejas, assaduras, e outras.
Qualquer que seja a reação na pele que o seu filho apresente, leve-o sempre ao médico para receber as orientações devidas. Qualquer produto, caseiro ou não, pode piorar a lesão que o bebê apresenta na pele.

A PELE DA CRIANÇA – DERMATITE:

Recentemente minha colega e nutricionista infantil, Alice Carvalhais, falou um pouco sobre a Dermatite Atópica no seu instagram, muito comum entre crianças. Reproduzo abaixo o texto esclarecedor da profissional:
“A Dermatite Atópica é a doença dermatológica crônica mais frequente na infância e é causada por uma resposta inflamatória exagerada que pode ter relação com a composição da flora intestinal. Seus sintomas mais comuns são surgimento de coceiras e inflamações na pele. Estudos mostram que a prevenção dessa doença pode ter início desde a gestação até o período da amamentação. Quando a criança já desenvolveu a doença, além dos cuidados com a pele, o uso de probióticos e simbióticos também pode ajudar a potencializar o equilíbrio da resposta inflamatória. Os estudos mostram que os probióticos aceleram a evolução favorável da doença e fazem com que as crianças persistam assintomáticas por um maior período de tempo mesmo após o término do tratamento padrão.”
Um tratamento em conjunto dos profissionais como dermatologista e nutricionista infantil contribuem para um resultado satisfatório de toda a família!
Eu não disse que as dicas eram valiosas?
Agora, anote tudo, e acompanhe mais dicas pelo meu instagram: @adrianabiagioni 

Te espero lá! ❤

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