Queda de cabelo: descubra causas e tratamentos

Você jamais viveria sem sua chapinha? Vive engatando uma dieta na outra? Tem gente na família que exibe mechas tão ralinhas que dá para ver de longe o couro cabeludo? Se respondeu sim a uma dessas questões, é provável que seu cabelo esteja pedindo socorro! Isso porque são grandes as chances de ele estar caindo ou quebrando além da conta, ou seja, mais do que os 100 fios por dia. E, se isso vem ocorrendo há mais de duas semanas, melhor investigar os possíveis culpados.

Causas

Genética e fatores hormonais: tanto um quanto o outro podem levar à alopecia androgenética, a calvície. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar apontam que cerca de 25% das brasileiras entre 35 e 40 anos apresentam ou vão apresentar algum grau de calvície – os fios vão rareando na parte de cima da cabeça, na região da testa, e, dependendo do estágio, chega a dar para ver o couro cabeludo.

Stress, anemia, alterações na tireoide, dieta pobre em proteína: eles estão por trás do eflúvio telógeno, que é a segunda maior causa de queda capilar. Os fios pulam da fase de crescimento para a de repouso, antecipando a queda.

Alisamento ou clareamento: se for bem feito e respeitar o intervalo dos retoques, o único prejuízo é o ressecamento. Porém, como o alisamento rompe as pontes de hidrogênio e de cisteína do fio para mudar a textura dele, qualquer imprudência pode deixá-lo quebradiço.

Penteados: tranças coladas no couro cabeludo, dreads e rabos de cavalo apertados tracionam e traumatizam a fibra capilar, segundo Maria Fernanda.

Doença autoimune: estamos falando da alopecia areata, aquela que faz o cabelo cair de repente, deixando pelada uma área do tamanho de uma moeda de 1 real. Ela ocorre porque o organismo desenvolve anticorpos contra o bulbo capilar, que deixa de produzir fios. As vítimas preferenciais têm entre 15 e 29 anos.

Secador: a história de que ele arrebenta o fio tem a ver, na verdade, com a força empregada durante a escovação. “Pode reparar que as áreas mais prejudicadas são as da parte de trás da cabeça, aquelas que fazem a gente levantar o queixo”, diz a dermatologista e cirurgiã capilar Leila Bloch, de São Paulo. O contorno do rosto também se dá mal, já que a gente sempre dá uma caprichada maior para não entregar as verdadeiras raízes. Tem ainda o calor, que pode causar a queda ao queimar o couro cabeludo ou estimular a oleosidade e levar ao aparecimento da caspa.

Gripe, febre alta e infecções: “Não é regra, mas o trio pode levar à queda capilar por até três meses, mesmo que você já esteja curada”, afirma a dermatologista Leila Bloch. Tudo porque o organismo vai concentrar as energias em combater esses males e, com isso, deixar o cabelo em último plano.

Tratamentos

Carboxiterapia: trata-se de uma injeção de gás anidro carbônico (CO2) nas áreas que estão perdendo cabelo.

Infiltração com corticoide: o medicamento é injetado nos pontos problemáticos com uma agulha para estimular a circulação e combater a inflamação. Uma ou duas aplicações costumam ser suficientes.

Laser de baixa potência: o aparelho libera um tipo de energia que faz com que os fios permaneçam por mais tempo na fase de crescimento. O tratamento dura dez sessões semanais.

Tratamento clínico

Envolve laser de baixa potência, loção com minoxidil a 5% e cápsulas de vitaminas, tudo para que os novos fios venham fortes. O laser precisa ser feito uma vez por semana. Já a loção deve ser aplicada duas vezes ao dia e as vitaminas, tomadas até três por dia. No geral, essa rotina tem de ser repetida por pelo menos três meses.

Transplante de unidades foliculares: a cirurgia, realizada no hospital, só é indicada para casos graves. Com a paciente sedada e anestesiada, o médico retira uma faixa do couro cabeludo da região da nuca e separa tufos contendo de um a quatro fios. Depois, eles são implantados nas áreas onde há falhas. A técnica exige que a pessoa dê um tempo de secador, chapinha, coloração, academia e tesoura por 30 dias.

Conheça outros fatores que podem levar à queda capilar – e de que a gente nem desconfia:

Dieta pobre em carne vermelha: na falta do alimento, há o risco de você absorver menos ferro, o que compromete a chegada de oxigênio ao bulbo capilar. Aí, o fio nasce fraquinho, fraquinho.

Excesso de gordura, açúcar, cafeína e álcool: ao aumentar a chance de ter caspa e produzir mais radicais livres, o quarteto acelera o envelhecimento do cabelo, deixando-o quebradiço.

Redução calórica: os fios são tão sensíveis que um corte de 100 calorias, o que equivale a um copo de suco de laranja ou uma barra de cereais com chocolate, pode acentuar a queda.

Fonte: Cosmopolitan

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